Um casal foi preso na manhã dessa sexta-feira (20) suspeito de envolvimento em um esquema de estelionato e lavagem de dinheiro em Santa Inês. Golpes aplicados pelos investigados já somam mais de R$ 59 mil, segundo a investigação.
O homem, de 49 anos, e a mulher, de 55, foram alvo da Polícia Civil do Maranhão que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar. A ação policial decorre de uma investigação da Delegacia Regional de Barra do Corda na qual foi reconhecida a existência de um esquema criminoso estruturado e reiterado. Além de estelionato e lavagem de dinheiro, há suspeita de fraude eletrônica e falsidade ideológica.
Golpes on-line: mulher captava vítimas em redes sociais e aplicativos
As investigações revelaram que o casal investigado atuavam de forma organizada, com divisão de tarefas bem definida. Segundo as investigações, a mulher seria a responsável pela captação de vítimas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, simulando a venda de móveis e itens de decoração, induzindo os consumidores a erro.
Já o homem exercia papel essencial no esquema, sendo responsável pela recepção, movimentação e ocultação dos valores obtidos ilicitamente, inclusive mediante utilização de contas bancárias próprias e de terceiros.
Golpes com prejuízo superior a R$ 59 mil
As apurações indicaram que o casal vinha atuando de forma reiterada, havendo diversos registros de ocorrências policiais e múltiplas vítimas identificadas, com prejuízos financeiros significativos. Somente na fase inicial da investigação, os danos apurados ultrapassam R$ 59 mil, valor que poderá ser ampliado com o avanço das diligências.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram arrecadados diversos objetos de interesse investigativo, incluindo celulares, máquinas de cartão, documentos, mídias digitais e outros materiais possivelmente utilizados na prática criminosa, os quais serão submetidos à análise pericial, com o objetivo de aprofundar a investigação, identificar novos envolvidos e dimensionar a extensão do esquema fraudulento.
Além das medidas cautelares pessoais, também foi determinado judicialmente o bloqueio de ativos financeiros, restrição de bens e indisponibilidade patrimonial dos investigados, como forma de assegurar eventual ressarcimento às vítimas e impedir a dissipação do produto dos crimes.
O Poder Judiciário decretou a prisão preventiva dos investigados. Os investigados foram localizados, presos e conduzidos à Delegacia Regional de Santa Inês, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis, sendo posteriormente encaminhados ao sistema prisional.
Polícia tenta identificar outros envolvidos no esquema
A Polícia Civil do Maranhão destaca que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outras vítimas e eventuais coautores ou partícipes, especialmente pessoas que possam ter atuado como intermediários (“laranjas”) na movimentação dos valores ilícitos.