
A Associação dos Criadores do Vale do Itapecuru (ACRIVI) realizou um importante momento de capacitação voltado aos produtores rurais da região. O encontro reuniu associados e convidados para uma palestra ministrada pela contadora Irene Marinho, que abordou as obrigações trabalhistas e as mudanças trazidas pela nova legislação fiscal brasileira, estabelecida pela Reforma Tributária (Emenda Constitucional nº 132/2023) e suas regulamentações previstas para 2025 e 2026.
Durante a palestra, foram apresentadas orientações sobre as principais mudanças que impactam o setor rural, destacando que o ano de 2026 será considerado um período de “teste” para a nova estrutura tributária. Entre os pontos centrais está a obrigatoriedade do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para todos os produtores rurais, medida que visa formalizar as atividades e ampliar as possibilidades de comercialização.
“Foi um encontro muito positivo, onde tivermos a oportunidade de informar e conversar sobre encargos trabalhistas e os desafios para os produtores rurais de Codó, pois acreditamos que os produtores rurais pessoa física tem muitas dúvidas sobre este tema. Desta forma tivemos a oportunidade de dirimir as dúvidas concernentes a todas as questões trabalhistas e o que a Lei determina, e essas informações são de grande importância para os produtores se organizarem”, explicou a palestrante Irene Marinho.

Tipos de tributação (CNPJ/CPF)
Com o CNPJ, o produtor passa a ter a possibilidade de emitir notas fiscais, documento essencial para a venda de produtos e para o cumprimento das obrigações fiscais. Também foi explicado que o produtor rural pode atuar com CNPJ vinculado ao CPF, como pessoa física, ou constituir uma pessoa jurídica. Cada modelo possui características próprias em relação à estrutura legal, tributação e nível de burocracia.
No caso do produtor rural pessoa física, a tributação ocorre no âmbito do Imposto de Renda da Pessoa Física, com menor burocracia. Já como pessoa jurídica, o produtor constitui uma entidade separada, com responsabilidade limitada ao capital social e tributação pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, podendo optar por regimes como Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. A escolha do modelo mais adequado depende do volume de operações, da necessidade de proteção patrimonial e das vantagens fiscais, sendo recomendado o planejamento tributário com acompanhamento de um contador.
“Uma palestra fundamental para esclarecer e tirar muitas dúvidas dos produtores sobre o que a legislação nos permite e nos determina realizar. Resolver todas as questões trabalhistas de acordo com a mudanças na legislação, como contratação, o CNPJ rural, organização financeira, despesas. Desta forma os produtores estarão atualizados e organizados para aguardar o novo código tributário”, declarou Chapadinha associado ACRIVI.
Outro ponto importante da palestra foi a orientação sobre as obrigações trabalhistas no meio rural, destacando a necessidade de formalização das relações de trabalho, recolhimento das contribuições previdenciárias e garantia de condições de segurança para os trabalhadores.
“Momentos como este são fundamentais para fortalecer o setor rural. As orientações sobre o cumprimento das obrigações trabalhistas e a importância da formalização por meio do CNPJ trazem mais segurança jurídica aos produtores, além de ampliar as oportunidades de acesso a novos mercados. Temos percebido um interesse cada vez maior dos produtores por capacitações, buscando conhecimento para melhorar seus negócios e garantir um crescimento sustentável das atividades rurais“, concluiu a presidente da ACRIVI, Inalda Beder.





